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Quem Somos?

A COOPANEST-PA é uma cooperativa destinada a propiciar condições de trabalho dignas e segurança profissional aos anestesiologistas do Pará selecionados e admitidos conforme o Estatuto Social. Seu objetivo é a prestação de serviços médicos de Anestesiologia, através de contratos firmados com pessoas jurídicas de direito público ou privado, a serem executados por seus associados coletiva ou individualmente.

Nossa História

Nos últimos anos da década de setenta (1978/1979), surgiu entre o INAMPS e a classe médica uma grande discordância sobre o cumprimento dos valores previstos na tabela apresentada pelo órgão do governo, considerada pela categoria muito abaixo da realidade. Paralelo ao INAMPS, os hospitais e clínicas particulares também tinham suas próprias tabelas as quais igualmentes, com valores defasados.

A defasagem era inaceitável e, o descontentamento era geral, alguns colegas, pediram descredenciamento das unidades públicas de saúde, complicando mais ainda a situação dos pacientes que aguardavam por cirurgia. Enquanto a situação não era resolvida, os grupos de anestesia que já existiam, passaram a trabalhar com algumas empresas, cobrando os serviços com tabelas pelos mesmos organizadas, o que resultou na criação de outros grupos.

Estes grupos não significavam o fim da luta pela correção da tabela do governo. Colegas que não pertenciam a nenhum grupo, aceitavam as normas do INAMPS, mesmo sabendo que o dinheiro dos seus trabalhos, somente estariam em suas mãos após 90 dias, simplesmente por questões burocráticas.

Em 1980 em reunião realizada na sede da SAEPA, com fim específico para fundação de uma Cooperativa, para arregimentar todos os anestesiologistas no Pará e, após ser fundada já devidamente reconhecida, assumir a luta em defesa dos seus cooperados.

Nesta reunião após vários pronunciamentos, todos os presentes, foram favoráveis. Na mesma reunião foram escolhidos os colegas que assumiriam à frente na árdua tarefa. Já em clima de descontração, foi escolhido o Dr. Heráclito que por sinal estava presidindo àquela reunião.

O escolhido, concordou más foi bem claro ao dizer que teria que contar com o apoio dos outros colegas pois a tarefa era difícil. De imediato o Dr. Rinaldo se colocou à disposição para colaborar e, incentivou todos os demais a acompanha-lo.

Na semana seguinte começaram a reunir e, analisar as primeiras providências que seriam tomadas. Após várias reuniões, o processo foi encaminhado à Secretaria de Finanças e, outros departamentos estaduais e municipais.

Esta fase de trabalho contou com a colaboração do funcíonário da SAEPA no serviço da secretaria e, da Sra.(esposa do Dr. Rinaldo), no acompanhamento dos trâmites do processo.

Neste período de regularização, foram feitos alguns contratos para prestação de serviços com o BANCO DA AMAZÔNIA, PETROBRAS, FASSINCRA, CEPLAC, SERPRO E ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DOS SERVIDORES DA SUDAM.

A espectativa entre os colegas, perdurou até a resolução da reunião de Assembléia na qual o Dr. Heráclito, fez o sequinte pronunciamento: É com o máximo prazer que dou conhecimento à todos os colegas, que o nosso objetivo, foi alcançado, à luta foi grande mas a vitória conquistada nos faz esquecer o sacrifício.

A nossa Cooperativa é realidade e, para eleva-la ao climax, depende apenas do nosso trabalho e, da união que nos manteve em busca do objetivo conquistado.

Diretoria

ATUAL:

DR. FRANCISCO LUIZ DE MOURA CAVALCANTE – Diretor Presidente

brasileiro, casado, médico, CPF 198.304.082-72, CRM/PA. 4610, residente e domiciliado em Belém-Pa.

DRA HARABIA VERENA CARNEIRO DA COSTA – Diretora Superintendente

brasileira, casada, médica, CPF nº 601.419.802-49, CRM/PA 6557 , residente e domiciliado em Belém-Pa.

DRA. IZABEL THEREZINHA BASTOS ALVARENGA – Diretora Financeira

brasileira, casada, médica, CPF nº  158.383.582-20, CRM/PA 3934, residente e domiciliado em Belém-Pa

Gestão 2011-2013

DIRETOR PRESIDENTE –Luís Paulo Araújo Mesquita
DIRETOR SUPERINTENDENTE – José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo
DIRETORA FINANCEIRA – Izabel Therezinha Bastos Alvarenga
CONSELHEIROS VOGAIS - Mario de Nazareth Chaves Fascio, Maria Eda Gil Alves Vale e Bruno Mendes Carmona.

ANTERIORES:

Gestão 2009 – 2011

DIRETOR PRESIDENTE – José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Marúcia Ferreira de Souza
DIRETOR FINANCEIRO – Luís Paulo Araújo Mesquita
CONSELHEIROS VOGAIS – Maria das Graças Ferreira Ribeiro, Delfim Figueredo Filho e Maria Eda Gil Alves Vale.

Gestão 2007-2009

DIRETOR PRESIDENTE – Ademar Lobato da Silva
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Maria do Livramento Balieiro de Castro
DIRETOR FINANCEIRO – Francisco Juarez Filho
CONSELHEIROS VOGAIS – Rosa Maria da Silva Beltrão, Lauriceia Seabra da Silva Valente Oliveira e Alessandra Maria Aragão klautau.

Gestão 2005-2007

DIRETOR PRESIDENTE – Aldemar Lobato da Silva
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Francisco Juarez Filho
DIRETOR FINANCEIRO – Maria do Livramento Balieiro de Castro
CONSELHEIROS VOGAIS – Carlos Alberto Vaz Conceição, Rosa Maria da Silva Beltrão, Everaldo Wolney Nery Figueira


Gestão 2003-2005

DIRETOR PRESIDENTE – Jalvo Hermínio Chucair Granhen
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Wilson da Silva Machado
DIRETOR FINANCEIRO – Aldemar Lobato da Silva
CONSELHEIROS VOGAIS – Antônio Maria Simões, Lauricéia Seabra da Silva Valente e Simão Tannus Tuma Neto.

Gestão 2001-2003

DIRETOR PRESIDENTE – Jalvo Hermínio Chucair Granhen
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Wilson da Silva Machado
DIRETOR FINANCEIRO – Aldemar Lobato da Silva
CONSELHEIROS VOGAIS – Maria do Livramento Balieiro de Castro, Newton Fernando Silva Brasil e Sheila Claudia dos Santos Carvalho

Gestão 1999-2000

DIRETOR PRESIDENTE – Pedro Paulo de Carvalho Maués
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Aldemar Lobato da Silva
DIRETOR FINANCEIRO – Jorge da Silva Pereira
CONSELHEIROS VOGAIS – Francisco Augusto Nunes Martins da Silva, Jalvo Hermínio Chucair Granhen e Wilson da Silva Machado

Gestão 1997-1998

DIRETOR PRESIDENTE – Pedro Paulo de Carvalho Maués
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Prócion Barreto da Rocha Klautau
DIRETOR FINANCEIRO – Jorge da Silva Pereira
CONSELHEIROS VOGAIS – Francisco Augusto Nunes Martins da Silva, Paulo Guilherme do Rosário Casseb e Rosa Maria da Silva Beltrão

Gestão 1995-1996

DIRETOR PRESIDENTE – José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo
DIRETOR SUPERINTENDENTE – Pedro Paulo de Carvalho Maués
DIRETOR FINANCEIRO – Alberto David Fadul Filho
CONSELHEIROS VOGAIS – José Luís dos Santos Cavalcante, Rosa Maria da Silva Beltrão e Simão Tannus Tuma Neto

Gestão 1993-1994

DIRETOR PRESIDENTE – Delfim Figueiredo Filho
DIRETOR SECRETÁRIO – Ana Lúcia Cavaleiro de Macêdo Lima
DIRETOR TESOUREIRO – José Luís dos Santos Cavalcante

Gestão 1991-1992

DIRETOR PRESIDENTE – Jorge Alves da Silveira
DIRETOR SECRETÁRIO – Carlos Alberto Vaz Conceição
DIRETOR TESOUREIRO – José Ribamar da Costa Souza

Gestão 1989-1990

DIRETOR PRESIDENTE – Alberto David Fadul Filho
DIRETOR SECRETÁRIO – Roberto Salgado Freire da Silva
DIRETOR TESOUREIRO – Rosa Maria da Silva Beltrão

Gestão 1986-1988

DIRETOR PRESIDENTE – Heráclito Barbosa fonseca
DIRETOR SECRETÁRIO – Wilson da Silva Machado e José Ribamar da Costa Souza
DIRETOR TESOUREIRO – Rinaldo de Freitas Neves

Equipe

DIRETORIA

DR. FRANCISCO LUIZ DE MOURA CAVALCANTE – Diretor Presidente – 91 – 92140984

DRA. IZABEL ALVARENGA – Diretora Financeira – 91 – 92140553

DRA. HARÁBIA VERENA– Diretora Superintendente – 91 – 92140597

E-mail: diretoria@coopanest-pa.com.br

(91) 3239-3158


GERÊNCIA ADMINISTRATIVA

Priscila Dayane Trindade

E-mail: gerencia@coopanest-pa.com.br; contato@coopanest-pa.com.br

Fone: (91) 9214-0596 / (91) 3239-3158


RECEPÇÃO/SECRETARIA

Roberta Kariane

E-mail: recepcao@coopanest-pa.com.br

Fone: (91) 9214-0599 / (91) 3239-3158


FATURAMENTO

Iracema Santos (Coordenadora)

E-mail: contasmedicas@coopanest-pa.com.br

Fone: (91) 3213-8416


(91) 3213-8417 - Claudiana Arnand: glosas@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8413 - Gleyva Suellem e Alex Dimitre: triagem@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8404 - Dejanice Alcantara: contas2@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8406 - Hélio Amaral: contas1@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8412 - Marcia Cayres: contas3@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8403 - Marcio Lima: contas4@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8414 - Débora Rodrigues: contas5@coopanest-pa.com.br


(91) 3213-8415 - Mayara Lima: contas6@coopanest-pa.com.br

Alessandra Silva: contas8@coopanest-pa.com.br

Kamila Feitosa: Contas10@coopanest-pa.com.br


FINANCEIRO

Thiago Mendonça (Supervisor Financeiro).

E-mail: financeiro@coopanest-pa.com.br

Priscila Lobato (Auxiliar Financeiro)

E-mail: financeiro1@coopanest-pa.com.br

Fone: (91) 92140598/ (91) 32138402



EQUIPE OPERACIONAL

(91) 9214-0603 – Maria Felipa (Serviços Contínuos)

(91) 3213-8405 – Mauricéia Alves (Copa)


ASSESSORIA JURÍDICA: ESCRITÓRIO TERCERIZADO

AMPV Advogados Associados - Av. Conselheiro Furtado, 1884 - Cremação,

Belém - PA, 66063-100

Fone: (91) 3224-3003


ASSESSORIA CONTÁBIL: ESCRITÓRIO TERCERIZADO

JT Assessoria Contábil - Rua dos Pariquis nº 3001, Ed. Village Medical Center,

10º andar, Sala 1002 - Cremação - 66040-320

Fone: (91) 3229-2321


ASSESSORIA DE IMPRENSA: ESCRITÓRIO TERCERIZADO

Comunicare - Imprensa & Editora - Avenida Presidente Vargas, 158. Sala 702.

Fone: (91) 3226-1100/ 8719-2035/ 8387-5928/8422-3650


T.I: ESCRITÓRIO TERCERIZADO

Patrick Lobo

Email: patricklobo@patricklobo.com

Fone: (91) 3232-1931/99285-6006








Os Precursores do Cooperativismo

As primeiras ideias cooperativistas surgiram, sobretudo, na corrente liberal dos socialistas utópicos do século 19 e nas experiências que marcaram a primeira metade do século 20. Generalizava-se, nessa época, grande entusiasmo pela tradição de liberdade e, ao mesmo tempo, o ambiente intelectual dos socialistas estava impregnado de ideal de justiça e fraternidade.

Foi nesse quadro intelectual, somado à realidade constituída pelo sofrimento da classe trabalhadora, que se criou o contexto propício ao aparecimento das cooperativas: nasceram da necessidade e do desejo da classe trabalhadora em superar a miséria pelos seus próprios meios, principalmente pela ajuda mútua.

Estes pensadores surgiram na Inglaterra e na França, países pioneiros do progresso intelectual e do desenvolvimento industrial da Época Moderna. Dentre os socialistas que maiores influências exerceram sobre o ideário cooperativista, destacam-se:

John Bellers (1654-1725) - nasceu na Inglaterra e tentou organizar cooperativas de trabalho para terminar com o lucro e as indústrias inúteis;

Charles Gide (1847-1932) - francês, professor universitário, é conhecido mundialmente por suas obras sobre economia, política e cooperativismo. Fundador da "Escola de Nimes" na França, que muito contribuiu com a produção do conhecimento sobre o cooperativismo mundial.

Robert Owen (1772-1858) - nasceu na Inglaterra e é considerado o pai do cooperativismo. Combateu o lucro e a concorrência por considerá-los os principais responsáveis pelos males e injustiças sociais. Investiu em inúmeras iniciativas de organização dos trabalhadores. Preocupado com as condições de vida do proletariado inglês, fundou escolas para filhos de operários.

Willian King (1786-1858) - também inglês, tornou-se médico famoso e se dedicou ao cooperativismo de consumo. Engajou-se em prol de um sistema cooperativista internacional.

Philippe Buchez (1792-1865) - nasceu na Bélgica, buscou criar um cooperativismo autogestionado, independente do governo ou de ajuda externa. Na França ele tentou organizar "associações operárias de produção", que hoje são chamadas de cooperativas de produção.

Luis Blanc (1812-1882) – francês, foi um grande político que se preocupou com o direito ao trabalho, defendendo a liberdade baseada na educação geral e na formação moral da sociedade.

Charles Fourier (1772-1858) - nasceu na França e foi idealizador das cooperativas integrais de produção, criando comunidades onde os associados tinham tudo em comum. Essas comunidades eram chamadas de “falanstérios”.
Todos esses pensadores contribuíram para a formação de concepções, princípios e políticas de ação das cooperativas modernas, ao defenderem:

a) A ideia de associação e ênfase na união em atividades sociais e econômicas;
b) A cooperação como força de ação emancipadora da classe trabalhadora pela organização e por interesses de trabalho;
c) Esta organização se faz por iniciativa própria, cujo controle e administração devem ser democráticos e autogestionados.

Os Pioneiros de Rochdale: a primeira cooperativa

A história dos operários tecelões da cidade de Rochdale – que ficaram conhecidos como os “Pioneiros de Rochdale" - situada no condado de Lancashire na Inglaterra - tem sido a grande referência para o cooperativismo moderno. A Inglaterra do início do século 19 passava por uma série crise, reflexo da luta entre os tecelões, os antigos condados herdados dos senhores feudais e a era industrial.

Prejudicados pelo novo modelo econômico que substituiu o trabalho artesanal pela produção industrial, os trabalhadores tiveram que enfrentar os problemas básicos da sobrevivência humana: falta de moradia, acesso à educação, saúde e alimentação e o alto índice de desemprego, em virtude da mão-de-obra excedente. Diante dessa situação tão difícil, os trabalhadores passaram a buscar alternativas que pudessem garantir a sobrevivência e o sustento de suas famílias.

Diante dos problemas que já se tornavam angustiantes em toda a Europa, um grupo de operários tecelões ingleses - 27 homens e uma mulher - sob influência dos primeiros intelectuais socialistas, decidem fundar a cooperativa de consumo, denominada "Rochdale Society of Equitable Pioneers”, registrada em 24 de outubro de 1844 na cidade de Rochdale (Inglaterra).

Tradicionalmente reconhecidos como pioneiros, os tecelões cooperados começaram a juntar os primeiros fundos necessários para realizar seu projeto de vida, que previa entre outras coisas:
* Abrir um armazém comunitário para a venda de provisões, roupas etc;
* Comprar e construir casas destinadas aos membros que desejam amparar-se mutuamente para melhorar sua condição doméstica e social;
* Iniciar a manufatura dos produtos que a cooperativa julgar conveniente para o emprego dos que se encontram sem trabalho ou daqueles que sofrerem reduções salariais;
* Para garantir mais segurança e bem-estar, a cooperativa comprará ou alugará terra que será cultivada pelos membros desempregados;
* Organizar as forças de produção, de distribuição, de educação e desenvolver a administração democrática e autogestionária do empreendimento.
Os objetivos e a forma de organização social do trabalho e economia da Cooperativa de Rochdale transformaram-se, posteriormente, em princípios do cooperativismo mundial.

A contribuição do cooperativismo no desenvolvimento nacional

A contribuição do cooperativismo, segundo a Recomendação 127/66 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, na Suíça, constata que "nos países em vias de desenvolvimento, estabelecer e expandir cooperativas deveria ser considerado um dos fatores importantes do desenvolvimento econômico, social e cultural”, como meio para:
* Melhorar a situação econômica, social e cultural das pessoas com recursos e possibilidades limitadas, assim como para fomentar seu espírito de iniciativa;
* Incrementar os recursos pessoais e o capital nacional mediante estímulo da poupança e sadia utilização do crédito;
* Contribuir para a economia, através do controle democrático da atividade econômica e de distribuição equitativa dos excedentes;
* Possibilitar emprego mediante ordenada utilização de recursos;
* Melhorar as condições sociais e completar os serviços sociais nos campos da habitação, saúde, educação e comunicação;
* Ajudar a elevar o nível de conhecimento geral e técnico de seus sócios.
Numerosas são as cooperativas que contribuem para trazer soluções aos grandes problemas com que se confrontam os países e as pessoas. Fo pelo valor dessa contribuição que, ao longo dos anos, o cooperativismo transformou-se em alternativa viável, na geração de trabalho e renda à população de muitos países, e vem cumprindo sua função no desenvolvimento dos setores urbano e rural.

E, sem dúvida, a qualidade da contribuição do cooperativismo no desenvolvimento local, regional e nacional depende da capacidade e responsabilidade das pessoas cooperantes, que são a razão de ser da organização cooperativa.

Cooperativas: Panorama Mundial

A cooperação que em todos os lugares responde à necessidade do ser humano é, na verdade, um conceito universal. As cooperativas estão presentes em todos os países e em todos os sistemas econômicos e culturais.

Segundo o relatório do Banco Mundial, "seria difícil encontrar um sistema mais eficaz do que o cooperativo para encorajar e estimular a participação ativa das populações na realização de programas de desenvolvimento.”

Em vários países, as cooperativas apresentam as mais diversas realizações, conforme exemplos citados abaixo:
* No Japão, as cooperativas ocupam um lugar relevante no desenvolvimento das regiões rurais.

* Nos Estados Unidos foram as cooperativas que levaram a energia elétrica ao meio rural no decorrer da última geração.
* Na Romênia, as cooperativas de turismo e viagem são as primeiras do país, pela importância de sua rede e pelo número de estações de férias.

* Na Índia, cerca de metade da produção açucareira vem de cooperativas.

* Na região baixa da Espanha, as cooperativas de Mondragon fazem parte, em escala nacional, dos maiores fabricantes de refrigeradores e de equipamentos eletrodomésticos.

* Na Itália, as cooperativas operárias de diversos setores são reconhecidas como o setor de ação mais eficaz na luta contra o desemprego.

* No Canadá, um habitante em cada três, é membro de uma cooperativa de crédito; e mais de 75% da produção de trigo e outros cereais do país passam pelas mãos de cooperativa de comercialização.
* Nos mercados de distribuição de produtos alimentares da Europa, as cooperativas de consumo estão na frente em vários países: Finlândia e Suíça ocupam os primeiros lugares

* Entre os cinquenta maiores sistemas bancários do mundo, cinco são cooperativos. Neles, destacam-se a França, Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Japão.

* Nos países escandinavos, as cooperativas agrícolas têm de longe a maior parte do mercado da maioria dos produtos, às vezes com mais de 90% de participação.

* Na França, Polônia e Filipinas funcionam, com muito sucesso, as cooperativas escolares.
As origens do cooperativismo moderno

As origens históricas do cooperativismo moderno tem como referência a sociedade inglesa do século 19, que vivia o impacto das transformações no mundo do trabalho em decorrência da Revolução Industrial.

O advento da Era das Máquinas modifica profundamente as relações de produção e a consequentemente necessidade de divisão do trabalho. A economia, que desde a Idade Média, era exercida por corporações profissionais, nas quais o artesão exercia sua atividade em casa ou numa dependência anexa, passou por uma mudança radical, em que as corporações perderam seu lugar a favor do sistema capitalista de produção.

No século 19 a mecanização no setor têxtil sofre impulso extraordinário na Inglaterra, com o aparecimento da máquina a vapor aumentando a produção de tecidos em grande escala. Estradas são construídas, surgem as ferrovias e se desenvolvem outros setores, como o metalúrgico. Novas fontes de energia como o petróleo e a eletricidade substituem o carvão.

Com o avanço da industrialização e urbanização, muitas famílias que desenvolviam o trabalho de forma artesanal nas antigas corporações e manufaturas, se viam obrigadas a vender a força de trabalho em troca de salário para sobreviver.

O resplendor do progresso instaurado no século 19 não oculta os graves problemas sociais enfrentados pela classe trabalhadora, com a exploração do trabalho e das condições subumanas de vida. Alguns dos mais graves eram:
* extensas jornadas de trabalho, de dezesseis a dezoito horas;
* condições insalubres de trabalho;
* arregimentação de crianças e mulheres como mão-de-obra mais barata;
* trabalho mal remunerado.
A mecanização da indústria, ao mesmo tempo em que fazia surgir a classe assalariada
promovia o desemprego em massa, consequentemente, a miséria coletiva e os desajustes sociais. A intranquilidade social tornou-se campo fértil para a formação das mais variadas oposições ao liberalismo econômico. Surgiram as primeiras organizações dos trabalhadores (sindicatos, associações de operários, cooperativas de ajuda mútua, comitês de fábrica) desencadeando movimentos de reivindicação e reclamando por uma mudança social, econômica e política.

Estas iniciativas configuravam-se como uma possibilidade de transformação do contexto de deterioração generalizada da classe trabalhadora. Foram as primeiras expressões de denúncia, de autodefesa e de sobrevivência diante da condição social em que viviam. É neste contexto que nasceu o embrião do cooperativismo moderno. Representou, sobretudo, a organização dos trabalhadores para fazer frente às consequências sociais e econômicas do capitalismo do século 19 e com o tempo tornou-se também mais amplo e mais complexo.

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